iG

Publicidade

Publicidade
27/04/2011 - 17:13

Mulher de amigo é problema?

Compartilhe: Twitter

Quarta-feira, dia universal do futebol, você chama os amigos para ir ao bar ver um jogo tomando uma. Ou pra sua casa, enfim. Eis que surge aquele ‘sem noção’, fruto de uma geração desmamada com garapa, que não entendeu o convite e coloca na mesa a pergunta mais estúpida de todas:  “Posso levar minha mulher?”

E aí você tem todo o direito de dar um esporro no sujeito. Sem dó. Mas prepare-se: o cara que propõe isso tende a se melindrar fácil. Lembre-se que ele é um pau mandado que tem medo de sair sozinho na quarta para ver futebol com os amigos. Deve apanhar em casa. Então carrega um carimbo de sensível na testa.

Por essa e mais algumas é que, mulher de amigo, geralmente, é um problema. Quando não é por causa do próprio, que tem medo da “patroa”, é pela própria figura.

Tirando o dia do futebol, você até marca aquele evento para casais no bar, no restaurante… Aí a mulher do teu amigo frouxo chega e começa a distribuir ordens, discorda de todo mundo, dá bronca até na sombra. Acha que, porque manda no sujeito, todos os amigos dele são soldados do quartel-general de esmaltes. Surge então o grande dilema: mandá-la ou não à merda?

Xingar a digníssima do seu amigo é praticamente acabar com a amizade. Aguentar a chatice da criatura é sentir nas bolas a agressão à sua condição de macho. O que fazer então? Chamar só de “Yoko Ono”? Ela pode não entender o xingamento como “causadora de cisão”, mas como “você é uma baranga!”. Ou seja: igualmente perigoso para acabar com a amizade.

E há muitas variações sobre o mesmo tema: amigo que te chama pra ir na casa dele e não entende porque você nunca vai, amigo que insiste pra tua mulher ser amiga da dele (não percebendo que as duas não se topam), amigo cuja mulher tem todas as senhas dele (email, MSN, Twitter, Facebook)…

Solução? A mais radical é: apague todos os “amigos criados no leite em pó” da sua vida social. Se o cara sempre foi frouxo e não se toca ou se só tomou uma “chave” desta vez e perdeu a noção do mundo, a convivência será cada vez mais difícil. Nunca poderá levar aquele papo macho decente com o sujeito, porque a alma feminina dele o fará fofocar tudo para a “comandante em chefe” no dia seguinte. Não dá mais para confiar.

Se achar que é temporário (fruto de uma “chave”), você pode apenas se afastar um pouco e se preservar (sem contar nada pessoal demais) enquanto ele estiver com ela. Afinal, mulheres de amigo vêm e vão, são aves de verão. Rá!

Abs,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos Tags: , ,
21/03/2011 - 12:07

O que prende um homem ao casamento hoje?

Compartilhe: Twitter

O número de divórcios no Brasil cresceu 200% entre 1984 e 2007. No ano passado houve uma mudança na lei que desburocratizou ainda mais o processo jurídico de separação e aumentou um pouco mais o percentual. De qualquer forma o tempo médio de duração de um casamento não sofreu alteração brusca nos últimos 20 anos: era de 10,5 anos na década de 90 e aumentou para 11,5 anos na primeira década do século 21.

Mas por que este cara está levantando números para falar de casamento? Virou blog de estatística? Não, fiquem calmos. Resolvi tocar neste assunto porque tenho visto ou escutado histórias de homens em crise em seus casamentos. Mas, mesmo infelizes, nem todos se separam. Então resolvi enumerar razões (escutei todos estes argumentos) que não prendem ou não deveriam prender um homem a um casamento:

1 – O erro mais frequente, que parece história contada por aquela sua tia-avó que tem uns pêlos estranhos no rosto, mas ainda acontece: fazer um filho no momento de crise. A mulher sente o casamento balançando e trata de engravidar: além de ser uma tremenda sacanagem, é burrice. E, não raramente, o cara concorda com essa decisão estúpida. Isso não vai garantir longevidade ao casamento. No máximo só vai adiar o divórcio e ainda pode fazer com o que o pai nem goste tanto assim da criança (ou, simplesmente, a odeie);

2 – “Ah, mas ela estava do meu lado quando eu não tinha nada.” Claro que nenhum homem deve ser ingrato. Mas não adianta ficar com uma pessoa só “por consideração”. Por mais que ela seja ótima pessoa (muitas delas são, é verdade), é outra bobagem fazer isso. Por quê? Porque se o que te segura é a consideração, você vai virar amigo dela. Ok, essa hipótese é aceita caso você esteja na faixa dos 60 anos. Mas antes disso, é jogar boa parte da sua vida fora (principalmente a sexual). Ou você vai sair pegando todo mundo e encher a cabeça dela de chifres? Isso é consideração?

3 – Preguiça: acredite, isso existe muito. A vida já está estabelecida, o apartamento comprado, filhos na escola, famílias que se conhecem e se dão bem…a relação esfriou, você nem tem vontade de ficar perto da mulher, ou até se apaixonou por outra. Mas separar significa procurar lugar pra morar, gastar dinheiro, chamar advogado, ver os filhos a cada 15 dias, não ter mais quem cuide de você quando você fica doente… Eu entendo tudo isso… mas a vida não é curta demais para ficar acomodado?

4 – “Não existe mulher como a minha”: Ok. A gente sabe que está cada vez mais difícil encontrar uma mulher digna de carinho e dedicação. Mas só por causa disso você vai suportar uma vidinha medíocre? Ou uma mulher mandona? Ou uma rotina massacrante? Tem certa graça procurar agulha no palheiro. Enquanto não encontra uma mulher “certa”, você pode se divertir com as erradas; e outra: quem disse que você precisa se casar de novo?

Agora você está pensando que este texto é uma ode à solteirice. Não iria tão longe. Mas o conceito (principalmente católico) de que casamento é para sempre precisa sair da cabeça das pessoas. Casamentos que duravam a vida toda estão cada vez mais escassos, porque os tempos são outros. As possibilidades para homens e mulheres são muitas: afetivas, sexuais e financeiras (mulheres não dependem mais dos homens para viver). Portanto, sabendo que a chance daquela relação acabar um dia é enorme, é sensato simplificar a burocracia: não assine papel, more junto. Não compre apartamento junto, se possível. Não tenha filhos e esteja com a mochila sempre à mão, pronto para partir.

Um abraço,

J.J.

Obs: comentários são aprovados em sua maioria, mesmo que críticos e até ofensivos a mim. Mas “simpatias” (que têm aparecido muito) e pregações religiosas de qualquer natureza não serão permitidas. Este é um espaço para debate de opiniões, livre. Não será usado para qualquer tentativa de doutrinação ou lavagem cerebral.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos, sexo Tags: , , ,
07/02/2011 - 15:14

Por que existem homens ciumentos?

Compartilhe: Twitter

Em pleno século XXI é um absurdo um homem ser ciumento, não é verdade? Caras deste tipo são tratados como párias até por outros homens, os modernos. Mas por que existe espécie tão atrasada ainda?

Porque ainda há neandertais que olham as mulheres com admiração. O homem tem ciúme da mulher porque a vê como alguém especial: linda demais, inteligente, delicada. Admira-se com olhares e gestos, vê na beleza feminina a prova física da existência divina ou, no caso dos ateus, acredita que alguém estava inspirado ao fazer aquele ser.

O homem ciumento coloca a sua própria mulher em um pedestal. Tende a tratar as mulheres bem e a virar um animal se percebe que sua namorada está olhando para outro cara com atenção demais. Por quê? Se todo mundo olha para o lado e repara no que é bonito? (e muitas vezes, se interessa?)

Porque o homem ciumento acredita que a mulher dele é incapaz de traição ou de se interessar pelo outro. Crê que ela é uma pessoa especial que gosta apenas dele e não quer saber do resto do mundo. O problema do homem ciumento é que ele ainda não aprendeu (ou não consegue aceitar) que todos somos animais. E, por isso,  podemos agir por instinto. Que a monogamia é uma escolha que para a maioria, principalmente em tempos atuais, depende de forte esforço mental (e raramente é praticada).

Não enxerga também o homem ciumento que nenhuma mulher é especial a tal ponto, como nenhum homem é. Somos todos animais, uns mais selvagens do que os outros, é verdade, mas todos passíveis de instintos, desejos e tropeços. Nenhuma mulher merece a devoção, o olhar de admiração ou a ilusão de que ela não é capaz de trai-lo nem em pensamento.

Sofre ainda mais o homem ciumento porque é vítima de preconceito e agressões verbais da sua própria mulher ou dos amigos. É sempre visto como um neandertal vil que não merece o menor respeito e ainda corre o sério risco de levar um pé na bunda por tal comportamento. “Eu não agüentava o ciúme dele.” Só se ofende com o ciúme do cônjuge/parceiro quem costuma trair. Se a pessoa não engana a outra, ela não tem motivo pra se incomodar.

E não me venha com aquele blablabla de insegurança. Porque quando falamos de humanos, não é possível ter segurança em relação a nada. Nunca. Acreditar 100% em alguém é pura ilusão. Por isso tenho que citar o clichê de que a felicidade está diretamente ligada à capacidade de se iludir. Só os ingênuos são felizes.

E os ciumentos têm mais a perder além do que o sério risco de serem abandonados ou receberem tratamento hostil: a má fama de homem das cavernas pode afastar novas presas. Os não-ciumentos são objetos do desejo das mulheres do século XXI, justamente porque se mostram despreocupados com tudo o que está à sua volta. As mulheres os veem como caras seguros, que nada têm a temer, e os desejam ainda mais, pois não são chatos, reclamões…ciumentos. O que muitas delas não sabem é que eles não estão nem aí porque geralmente estão tentando comer todo mundo, inclusive as melhores amigas delas, que sentam de minissaia no sofá da sala naquela visita despretensiosa. Eles costumam olhar para todas as mulheres como meros pedaços suculentos de picanha, mas são espertos: não falam isso, fingem o contrário.

Todos os dias surgem debates sobre como a sociedade mudou na era digital, o livro na tela de um tablet, os jornais morrendo, o relacionamento online substituindo o olho no olho, o telefone como minicomputador, mas ainda há algo que não mudou: o homem adúltero sempre será mais respeitado, admirado, querido e amado do que o homem ciumento (ou fiel). Vovô é que estava certo.

Um abraço,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos Tags: , ,
05/04/2010 - 17:35

Adeus (ou até logo)

Compartilhe: Twitter

Caros,

Por motivos alheios à minha vontade, este blog perdeu muito espaço. Por conta das obrigações do dia-a-dia, está cada dia mais difícil atualizá-lo. Prefiro parar do que enganar com um post por mês, pois essa não é a proposta de um blog. Nos vemos em breve por aqui ou em qualquer lugar da internet.

Obrigado a todos que leram e comentaram nestes quase 18 meses de vida.

Um abraço,

J.J.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/03/2010 - 15:31

“Ele se separou para ficar comigo, mas eu não quero”

Compartilhe: Twitter

Caro J.J.,

Sai com um homem casado e nos apaixonamos. O problema é que eu gosto dele nessa situação e agora que ele resolveu se separar eu não sei o que fazer. Me ajude.

Ana

Ana,

Seu e-mail foi muito curto, mas estou concluindo que agora é tarde. Se ele se separou, é porque quis, A responsabilidade é dele. Mesmo que você o tenha pressionado, o que não sei se aconteceu, ele tomou a decisão. E por isso deve estar ciente de todos os riscos. É sempre arriscado começar uma relação. É sempre arriscado largar uma mulher para ficar com outra.

Eu só lamento profundamente, porque vocês consagram o estilo canalha, embora o xinguem. Você quer ser amante do cara, não quer algo sério, não quer uma relação. Poderia ter tentado impedir que ele se separasse. Como agora é tarde, pelo menos o avise que não quer ser mulher dele.

Se entendi errado e por acaso ainda der tempo de evitar que ele se separe, avise logo. Aí a decisão é dele. Pelo menos ele fica sabendo que você não estará esperando-o de braços abertos.

O mínimo que você faz é ser honesta e abrir o jogo com o cara. Já que teu negócio é ser amante, quem sabe ele arruma outra para ser a número 1 e te coloca de novo onde você quer, na posição 2?

Toda vez que o homem é correto, ele se dá mal. É impressionante. Vocês não merecem nada mesmo.

Abs,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos Tags: , , ,
10/03/2010 - 18:27

“Ela deu em cima de mim, mas quando cheguei junto disse que tem outro”

Compartilhe: Twitter

Caro J.J.
A mulher me deu bola por um tempo. Aí eu cheguei junto e de repente ela disse que estava saindo com outro. O que faço?”
Gilberto

Gosto de gente direta. Aliás, quero pedir que os leitores que mandam emails tentem resumir. Eu sei que a história de vocês às vezes é complexa, mas não precisam descrever até os telefonemas. Fica difícil ler, responder, etc.

Gilberto, vamos às alternativas:

1 – Ela é uma grande canalha. Deu bola só para te deixar afim. Mas nem queria tanto assim. Só queria testar o poder de sedução dela. Sabe como é, ego feminino. Devia estar meio em baixa, carente, etc. E te usou para isso;

2 – Você demorou. Talvez nem tenha demorado tanto, mas a mulherada atualmente tem pressa, sede de bola, fome de gol, vontade, libido, carência e não espera muito. Aí o outro foi um pouco mais assertivo e pronto. Não podemos mais ter ilusão e romantizar as mulheres e as relações. Elas não dizem mais “eu te amo”, elas pensam como homens, só que com outro órgão sexual: sexo casual, gratuito, sujo, sem cuidado, sem propósito, traição, querem dominar, competir, só querem curtir, pegar geral…Isso não quer dizer que você não tenha mais chances, talvez possa ser o número 2 (está cheio de mulher saindo com mais de um cara ao mesmo tempo, resta saber se você quer isso) ou possa pegá-la depois deste cara. O que dá uma certa raiva, bronca ou nojo, mas se você não aceitar, não pega mais ninguém, praticamente;

3 – Ela não deu mole. Você se enganou. Ela te tratou bem, pareceu que queria, mas não a intenção não era essa. Tem mulher que fala com todo mundo, é carinhosa com todo mundo e não necessariamente está a fim do cara. O problema é que neste caso a gente sempre fica em dúvida e é por isso que as mulheres precisam ser mais claras estas horas. Algumas já estão tão avançadas no quesito que chegam a ser vulgares. Pera lá. Também não é para tanto. Controle, mulherada, controle.

Eu chuto que você não é ingênuo a tal ponto e o seu caso é o 2. Porque, infelizmente, mulher hoje em dia não espera. Ela pode até estar a fim de um cara, mas se ele demora, tem namorada, é casado, elas continuam pegando geral, mesmo sem ter certeza se o cara que ela parece estar afim quer algo. Dá em cima de um à tarde e à noite agarra outro. É uma opção delas. Dá vontade de pegar a mulher, envolvê-la e depois dar um pé na bunda, só de raiva. “Já que enquanto estava a fim de mim você continuava pegando geral, vá pegar geral.” E largá-la chorando depois. Seria lindo. Mas nem sempre dá. Eu sou a favor de comportamentos mais punitivos em relação a elas. Só assim a gente vai conseguir que uma meia dúzia pare pra pensar antes de sair se esfregando em qualquer um por aí.

Abs,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos Tags: , ,
02/03/2010 - 10:51

Mulheres, cerveja e muita hipocrisia

Compartilhe: Twitter

Os nobres leitores deste blog devem ter acompanhado a polêmica suspensão da veiculação da propaganda da cerveja Devassa na televisão brasileira na segunda-feira. Se não leu, está aqui. O Conselho Macho reagiu com indignação à tamanha hipocrisia. E resolveu usar este espaço para protestar, como bebedores de cerveja e amantes das mulheres (não necessariamente nesta ordem e sem defender especificamente a marca em questão ou a garota-propaganda contratada).

Para quem não viu, a atriz, socialite e celebridade-escândalo norte-americana Paris Hilton (que além de tudo isso é herdeira da rede de hotéis que leva seu sobrenome) dança sensualmente com uma lata da cerveja enquanto é vista por um voyeur em outro prédio, no melhor estilo “Janela Indiscreta”. Os movimentos da loira na janela de um apartamento chamam também a atenção de transeuntes e banhistas de uma praia. Não viu? Até ontem estava no site da cerveja. Agora tiraram. Mas veja aqui. O que tem de novo para uma propaganda de cerveja? Nada.

Então o Conar, órgão que regulamenta a publicidade no país, suspendeu “por tempo indeterminado”  a propaganda após três processos, um deles movido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. A alegação: a propaganda é machista e contém abordagem sensual pejorativa. Desde que o mundo é mundo, todas as propagandas de cerveja (ou a maioria delas) deste país são sexistas. Portanto, se é para suspender esta, que suspendam todas. Toda propaganda de cerveja tem mulher gostosa e a trata como objeto. Objeto de desejo do homem, assim como a cerveja. Qualquer macho que se preze adora. E eu não tenho problema algum em ser objeto de desejo de uma mulher. Espero ser, na verdade.

Há inúmeros exemplos: a Juliana Paes fazendo propaganda para uma outra marca que usa a sigla “BOA” para falar de seus apreciadores (o duplo sentido entre a cerveja e a atriz é evidente). Uma outra que tinha uma gota de cerveja escorrendo pelas belas curvas de uma modelo linda (que, aliás, mostra muito mais o corpo feminino do que a tal propaganda censurada). No carnaval a gente quase não vê mulheres seminuas dançando com copos, latas e, consequentemente, exibindo marcas de cerveja, né? Mas aí pode?

Que tal se a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres se preocupar com as crianças que são incitadas a dançar sensual e sexualmente, fazendo caras e bocas em programas de televisão? Acho só um pouco mais preocupante uma menina de oito anos rebolando de shortinho na TV do que uma atriz norte-americana, que recebeu alto cachê para isso e não foi enganada em momento algum, se exibir com uma lata de bebida alcoólica.

Tudo bem, a marca da tal cerveja é forte, mas no dicionário o significado é outro: (do Michaelis). 1 Ato ou efeito de devassar. 2 Dir Ato judicial no qual se inquirem testemunhas e se procuram provas para apurar e revelar um fato delituoso. 3 Dir Sindicância. 4 Pesquisa, inquirição. Fechar a devassa: ordenar (o juiz) por despacho o prosseguimento ou não prosseguimento da ação criminal, em vista da devassa. Tirar a devassa: instaurar processo criminal.

Ok, a gente sabe que o sentido da palavra “devassa” neste caso é o pejorativo, usado para definir, digamos assim, mulheres libertinas. Mas nem isso é novidade, como citado acima: insinuar que a Juliana Paes é  “BOA” não tem problema. Aliás ela não é apenas boa. Ela é um mulherão. E sabe que foi convidada por causa disso.

Como sempre, as cervejarias tentam adaptar a linguagem ao seu público-alvo, provocar, chamar a atenção. Neste caso sabemos que não fazem parte deste nicho as irmãs carmelitas ou a Associação Cristã de Moços. Um consumidor diário de cerveja, integrante do Conselho que sugeriu este post, sentiu-se fisgado pela propaganda. Quer a cerveja e a mulher. Os publicitários que a criaram já marcaram um ponto aqui.

Quem pode agradecer tudo isso é o próprio fabricante: essa onda de hipocrisia gerou um buxixo em volta dessa história que vai fazer um monte de gente morrer de curiosidade para experimentar a loira da Paris Hilton.

Abs,

J.J.

Obs: mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: - Categoria(s): comportamento Tags: , , , , , ,
24/02/2010 - 11:16

As rodriguianas e as cozinhas de boteco

Compartilhe: Twitter

Este texto foi escrito em 2005 e resgatado (editado e atualizado) agora por falta de tempo, é verdade, mas também para explicar alguns conceitos e ideias que as mulheres insistem em discordar. Antes que alguma infeliz deixe a comida queimando no fogão para brigar comigo, quero dizer que não é uma crítica geral, apenas constatações de estereótipos.

As rodriguianas são um tipo comum: encontramos em cada esquina. Fazem o estilo “bonitinha, mas ordinária” (não preciso explicar por que rodriguianas, né?) E o conceito é abrangente. Ordinária pode ser mau caráter, mentirosa, metida, marrenta ou, simplesmente, uma moça que sai com todo mundo. (e aqui entra a edição, a frase original é impublicável agora). Elas são bonitas, às vezes lindas, mas não merecem respeito. É simples de entender: quando um destes defeitos é superior à beleza, a mulher é rodriguiana. Antes fosse feia. Quem nunca se deu mal na mão de uma desgraçada como esta levante a mão.

O outro conceito é, na verdade, um apelo (ou uma dica) para elas. Não falem o que não é necessário.  “Mulher é como cozinha de boteco. Se você conhecer o passado, não come.” (A sabedoria dos botequins bate a dos livros muitas vezes.) Infelizmente é uma das maiores verdades deste mundo vil.  Ninguém quer saber com quantos caras a sua mulher esteve. Com quem foi. Onde foi. Como foi.

É simples. O macho tem sentimento de posse e quer que sua fêmea não tenha estado com mais ninguém. Impossível? Hoje é. Então guarde o passado lá no fundo. Sujeito pode até se sentir um lixo ao saber que antes dele ela já foi para a cama com aquele desdentado ali da outra mesa. Ou com aquele cara que parece que não toma banho. Ou que ela passou um ano correndo atrás do cara da banda x, bancando a groupie, transando em camarim.

Aliás, este é outro defeito grave delas. Toda mulher tem vocação para groupie. O tal “efeito palco” é inegável e com instrumento ou microfone na mão (sem trocadilhos) qualquer feinho pode se dar bem. Duvida? Aprenda a tocar qualquer coisa (ainda sem trocadilhos).

Se levarmos o conceito a sério, toda mulher é uma cozinha de boteco. Porque qualquer cara com que ela tenha saído antes de você é digno de nojo. Simples assim. Se não sou eu, é sujo. Não deveria? Mas é. Tem mulher que se apaixona até pelo estuprador (e agora tem livro descrevendo estes casos), por que não podemos sentir nojo dos nossos antecessores?

Com a liberdade sexual obtida há algumas décadas, qualquer mulher transa com qualquer um, por qualquer motivo, em qualquer lugar. Já que não temos como impedir que elas se sujem por aí, que calem a boca. Nenhum macho de verdade quer saber do passado negro de sua fêmea. Que fique lá, enterrado.

Abs,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos Tags: , ,
18/02/2010 - 12:11

“Sou casado, mas não estou resistindo às cantadas de uma mulher”

Compartilhe: Twitter

J.J. e Conselho,

Quando um cara casado e fiel, que não procura mulher fora, porém acaba sendo procurado, deve fazer cumprir seu papel de homem ou de marido?

Estou passando por uma situação complicada:  depois que casei nunca mais corri atrás de mulher e assim permaneço fiel a minha esposa faz 7 anos.  Porém no trabalho tem uma gata que vive me cantando. Ela sabe como provocar, não estou mais resistindo (nem sei se devo ou quero resistir). Não procurei, estou sendo procurado.

E o pior é que mesmo casado sempre falei que se alguma mulher vier pra cima, tem que pegar, pois antes de ser marido, sou homem. Agora parece que estou sendo testado.

Abraços,
Chicão

Chicão,

Vamos aos fatos: sempre haverá alguma mulher dando mole para um cara casado. Aliás, se quer atrair mulheres, coloque uma aliança de ouro na mão esquerda. É impressionante como elas gostam de saber que estão pegando o cara de outra.

Partindo desse pressuposto, é impossível você passar um casamento sem sofrer tal tentação. Imagino que ao longo destes sete anos você já tenha ouvido algumas cantadas. Não interessa se você é bonito, rico, inteligente, etc, etc.  Mas das outras vezes foi fácil ignorar ou resistir, pelo que você diz.

Casamento é uma escolha séria. E outra que vem junto é: levar a coisa a sério. Casar pra continuar pegando todo mundo não é uma escolha de estilo de vida. É tomar uma atitude para seguir um padrão moralmente aceito por todos enquanto cai na esbórnia secretamente. Por que casar então?

Além de ser a escoiha de um estilo de vida (com o qual boa parte da humanidade não combina), ficar a vida inteira ou muitos anos com uma só pessoa é muito difícil. E o casamento deteriora a relação. Quantos casais apaixonados terminam após curto tempo de vida sob o mesmo teto? Namoros costumam beirar a perfeição e o casamento parece acabar com todo o encanto… por quê? Porque o dia-a-dia estraga qualquer relação. Porque casamento é vida real. São problemas para resolver juntos, contas para dividir, estresse do outro para agüentar todos os dias, família do outro para conviver, perder o total controle da agenda…é a arte de abrir mão e ceder o tempo todo.

Como a vida de casado está longe de ser um paraíso, os problemas dentro de casa fazem você querer respirar. Aí, sem perceber, você sai para tomar um ar e acaba descobrindo que continua existindo um mundo lá fora.  No seu caso: sete anos de casado é tempo suficiente para a sua relação ter caído no marasmo. O que vale agora é avaliar até que ponto esse chacoalhão provocado por essa mulher é algo que valha abalar teu casamento ou é apenas a reação do macho ao ser procurado por uma fêmea no cio. E mesmo que for a segunda hipótese, acredite: eu sei como é difícil recusar a tais investidas.

Como você não parece ser canalha, é o tipo de cara que fica abalado por sentir algo diferente por outra mulher. Por mais que tivesse o tal discurso de que homem tem que pegar quem dá mole, você passou sete anos bem comportado, não?

Minha sugestão é: espere um pouco (algumas semanas ou meses) antes de fazer algo. Porque você pode se envolver com essa mulher e aí, um abraço. Espere para tentar perceber o que sente por ela. Se for apenas físico (e estou concluindo que você não quer trair por esporte), gaste essa energia sozinho ou com a sua mulher.

Mas você pode chegar à conclusão de que o que sente por essa mulher não é uma simples vontade de variar o cardápio, natural depois de sete anos comendo o mesmo prato. Aí é bom se preparar, porque a chance de você querer jantar fora, repetir e se lambusar com o prato novo é enorme. E adeus restaurante velho.

Abs,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos, sexo Tags: , ,
10/02/2010 - 17:28

Leitor reclama de acrobacias e fetiches gastronômicos no sexo

Compartilhe: Twitter

Caro Guru,

Tenho uma namorada de 38 anos, bonita, muuito gostosa, com um apartamento perfeito e tal, ou seja, objeto de desejo de qualquer macho que se preza.
Porém, sempre há um porém em se tratando de mulheres, ela tem um “problema” na hora da transa, que alguns achariam uma bênção, mas que eu classifico de excesso de criatividade, é o seguinte: Todas  as vezes ela inventa uma arte, é creminho, sorvete, doce de leite, aquelas bolotas de sex shop (pra ela, bem entendido) gêlo no ball bag (pense aí…) sem falar nas posições de Kama Sutra que ela inventa ou copia….acho que assistiu muito filme pornô… Eu entendo que essas coisas são um tempero ótimo, mas, no caso dela, é o prato do dia… não acho jeito de falar pra ela que, às vezes um papai – mamãe ou posições mais “standard” são muuito bacanas. Tenho medo dela não conseguir assim os orgasmos alucinados que ela tem e que eu adoro…

Por favor, reúna o Conselho Supremo e me ajude.

Seu confrade,

José Carlos

Cara, desse jeito não dá. Depois como vamos reclamar que as mulheres é que não sabem o que querem? Todos os homens que conheço estariam bem satisfeitos em ter uma mulher cheia de criatividade no sexo, que tivesse “orgasmos alucinados”. Enquanto muitos de nós têm que se desdobrar com dedos, línguas, posições, travesseiros e mulheres tradicionais, você tem em casa uma mulher fogosa, que propõe as fantasias que a deixam maluca.

Queria te lembrar que, segundo pesquisas, cerca de 30% das mulheres do planeta não atingem orgasmo. Aí vai ter o sabichão que vai dizer: “é porque não fizeram direito com elas”. Pode ser. Em alguns casos. Mas o problema dessas mulheres está mais na cabeça delas do que nos parceiros que arrumaram. É fato. Tem muita mulher que nunca gozou na vida (e nem vai).

Getty Images / Namorada abusa do fetiche

Getty Images / Namorada abusa do fetiche

Ter uma mulher bem resolvida sexualmente é meio caminho andado para a felicidade masculina. Sim, porque sexo é MUITO importante para um relacionamento, embora não seja o único pilar de sustentação. Ok, precisa de respeito, cumplicidade, o tal do amor, etc. Mas se o sexo é ruim, é difícil salvar o resto.

Ok, você quer um papai e mamãe? Até entendo. Não acho também que todo ato sexual tenha que virar uma orgia gastronômica, com direito a cremes e doce de leite, gelo (comecei a imaginar esta do gelo, depois parei) e sei lá mais o quê. Mas se você topa tudo isso e ela gosta, porque não pede menos sobremesa pra ela? Será que é tão difícil?

Do jeito que você está falando, duvido que ela não tope. Pelo que você diz, ela se diverte com qualquer coisa. Até um papai e mamãe pode ter sua graça, mostre para ela que frango assado também pode entrar no cardápio de vocês, deixe o doce de leite para a sobremesa. Acho que um casal que tem a liberdade de abusar de posições ousadas, bolotas e chantilly têm intimidade, liberdade e criatividade para transformar um simples “cavalinho” numa bela cavalgada. Pare de reclamar de barriga cheia (literalmente) e vá aproveitar o fogo da sua “mulher-sobremesa”.

Abs,

J.J.

Autor: - Categoria(s): comportamento, Relacionamentos, sexo Tags: , , ,
Voltar ao topo